Conhecendo Marianna

História da Maria

"Muito difícil por ninguém estar ao meu lado e por eu não ter entendido o porquê de tudo isso!"

Eu tinha sete  anos quando tudo aconteceu.

Começou em uma tarde, minha mãe Patrícia pegou seus filhos e decidiu ir ao centro comercial. Chegando ao centro comercial, passeando pelos corredores, minha mãe encontrou um moço chamado Sidney, apresentou para os filhos e disse ser um amigo do trabalho. Ao fim do dia ela decidiu voltar para a casa que já estava tarde!

Dia seguinte, minha mãe disse para os filhos que a gente ia viajar, arrumou as malas e então saímos! No meio do caminho disse que ia se encontrar com o amigo dela, que ele iria junto.

Até aí tudo bem, a inocência de uma criança é pura e muito boa em alguns casos!


Chegando lá, eu e os meus irmãos, a gente se alegrou com o tanto de brinquedos, piscina e conchas que haviam naquela pousada. Era tão legal!

Chegamos a ir para os quartos dormir, minha mãe Patrícia e ele em um quarto e a gente no outro.

Amanhecendo queríamos ir à piscina nos divertir. Dito e feito, fomos na piscina, nadamos até que o moço pediu para brincar de cavalinho e é claro, que criança não gostaria de brincar de cavalinho?

Então a primeira foi eu quem subiu nas costas dele, até que eu senti que as mãos dele estavam dentro no meu maiô, forçando para entrar. Desesperada eu falei que não queria, mas que eu queria sair.

Fiz força para sair, após tanto insistir e arranhá-lo com toda minha força, eu consegui, e então ele chamou a minha irmã e com ela fez o mesmo. 

Nesse momento, eu furei o pé em uma concha que minha irmã havia deixado ali e ela se livrou, pois ele chamou ela de novo e ela não foi.

Me sentindo desolada, eu chamei minha mãe para contar o que houve e a minha mãe, depois de muitas bebidas alcoólicas, não se dispôs a acreditar em mim!

Muito triste, aquela hora eu não sabia o que fazer e então segui, voltei para meu quarto, deitei na cama pois já estava tarde. Mal consegui dormir, aflita, com medo e me sentindo incapaz só aguardava o outro dia para ir embora. 

No outro dia arrumamos as coisas e partimos. Minha mãe Patrícia o deixou em casa e voltou para a nossa casa.

Chegando lá meu pai estava em casa, mas eu tinha medo de contar a ele o que houve e foi muito difícil, eu guardei para mim até hoje e nunca mais vi esse “moço”.

Ser vítima de abuso sexual é uma das piores coisas que pode acontecer com uma pessoa, eu era só uma menina inocente feliz por estar se divertindo com os irmãos na piscina até que o meu mundo ficou escuro e aprendi a ser madura e não confiar nos outros muito cedo.

Muito difícil por ninguém estar ao meu lado e por eu não ter entendido o porquê de tudo isso!

 

Minha infância foi corrompida por uma pessoa impiedosa. Muitos traumas que só serão curados com ajuda psicológica.

Meu nome é Maria e eu também Marianna!
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